Concurso TJ-PE 2026: edital para Juiz Substituto, 30 vagas e subsídio de R$ 35,8 mil | Wilson Tavares

Concurso TJ-PE 2026: edital publicado com 30 vagas para Juiz Substituto e subsídio de R$ 35,8 mil

Saiu o que parte dos concurseiros de carreira jurídica esperava para 2026. O Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco (TJPE) publicou o Edital nº 01/2026 para o cargo de Juiz Substituto, com 30 vagas imediatas e formação de cadastro de reserva. A organização ficou com a Fundação Getulio Vargas (FGV), banca que vem dominando os grandes certames da magistratura nos últimos anos.

O atrativo salta aos olhos: o subsídio inicial é de R$ 35.877,28, um dos maiores tetos de entrada do funcionalismo brasileiro. Some a isso a estabilidade vitalícia da magistratura, as prerrogativas do cargo e um plano de carreira que leva à segunda instância, e fica fácil entender por que a prova de Juiz é o ápice da preparação de quem estuda Direito para concursos.

As inscrições vão de 1º de junho a 10 de julho de 2026 e a prova objetiva está marcada para 27 de setembro de 2026, em Recife. Neste artigo você encontra o raio-X completo do edital: requisitos, reserva de vagas, as cinco etapas do concurso, a estrutura das provas, os pesos da média final e um roteiro de estudo para encarar o certame com método.

Edital publicado! Concurso TJPE 2026 para Juiz Substituto, banca FGV, 30 vagas mais cadastro de reserva e subsídio inicial de R$ 35.877,28. Inscrições de 1º/06 a 10/07/2026 pelo site da FGV. Prova objetiva em 27 de setembro de 2026.

Resumo rápido do edital

ItemInformação
ÓrgãoTribunal de Justiça do Estado de Pernambuco (TJPE)
CargoJuiz Substituto (magistratura estadual)
BancaFundação Getulio Vargas (FGV)
Vagas30 imediatas + cadastro de reserva
Subsídio inicialR$ 35.877,28
EscolaridadeBacharel em Direito + 3 anos de atividade jurídica
Taxa de inscriçãoR$ 358,77
Inscrições1º de junho a 10 de julho de 2026
Prova objetiva27 de setembro de 2026, em Recife (PE)
Etapas5 etapas (objetiva, escritas, inscrição definitiva, oral e títulos)
Validade2 anos, prorrogável por igual período

A carreira da magistratura e o subsídio

O Juiz Substituto é a porta de entrada da magistratura estadual. Aprovado e empossado, o magistrado ingressa na primeira entrância e, ao longo da carreira, é promovido por antiguidade e merecimento até alcançar o cargo de Desembargador, no Tribunal de Justiça. É uma carreira de Estado: vitaliciedade após o estágio probatório, inamovibilidade e irredutibilidade de subsídio são garantias constitucionais previstas no art. 95 da Constituição Federal.

O subsídio inicial de R$ 35.877,28 corresponde ao vencimento da magistratura de primeiro grau. A esse valor somam-se, conforme a legislação e os atos do Tribunal, verbas indenizatórias e auxílios próprios da carreira. Trata-se de uma remuneração que coloca o cargo entre os mais bem pagos do serviço público brasileiro logo na entrada.

Dica do Wilsinho Não encare a magistratura apenas pelo salário. A rotina de um juiz envolve volume altíssimo de processos, plantões e responsabilidade de decidir sobre a vida das pessoas. Quem entra com vocação, e não só pela remuneração, aguenta melhor a maratona de estudo e a pressão do cargo.

Requisitos e reserva de vagas

Para ingressar no cargo de Juiz Substituto, o candidato precisa cumprir os requisitos do art. 93, I, da Constituição Federal e da Resolução nº 75/2009 do CNJ. Os principais são:

  • Ser brasileiro nato ou naturalizado (ou português amparado pelo Decreto nº 70.391/1972)
  • Ter concluído o bacharelado em Direito em instituição reconhecida pelo MEC
  • Comprovar, no mínimo, 3 anos de atividade jurídica após a obtenção do grau de bacharel
  • Ter menos de 65 anos na data da posse
  • Estar quite com as obrigações eleitorais e, se homem, com o serviço militar
  • Possuir idoneidade moral, sem antecedentes criminais
Atenção requisito A comprovação dos 3 anos de atividade jurídica é exigida apenas na inscrição definitiva (terceira etapa), e não na inscrição preliminar. Ou seja, é possível prestar a prova objetiva ainda contando esse tempo, desde que os três anos estejam completos até o término do prazo da inscrição definitiva.

Do total de vagas, 5% são reservadas a pessoas com deficiência e 30% a candidatos negros (pretos e pardos), indígenas e quilombolas, conforme a Lei nº 15.142/2025 e as Resoluções do CNJ. A distribuição entre as 30 vagas ficou assim:

Modalidade de concorrênciaVagas
Ampla concorrência18
Pessoas com deficiência (PcD)2
Negros (pretos e pardos)8
Indígenas1
Quilombolas1
Total30 + cadastro de reserva

A ampla concorrência concentra a maioria das vagas, com 18 posições. Em seguida vêm as 8 vagas para negros (pretos e pardos), as 2 reservadas a pessoas com deficiência e 1 vaga para cada um dos grupos indígena e quilombola.

Inscrições, taxa e isenção

As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet, no site conhecimento.fgv.br/concursos/tjpe26. Confira os valores e prazos:

ItemInformação
Período de inscriçãoDas 16h de 1º/06/2026 às 16h de 10/07/2026
Taxa de inscriçãoR$ 358,77
Pagamento do boletoAté 13 de julho de 2026
Pedido de isençãoDe 1º a 3 de junho de 2026
Local da provaPreferencialmente Recife (PE)

Têm direito à isenção da taxa, entre outros, os inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e membros de família de baixa renda, doadores de sangue ou de medula óssea, doadores de livros, doadoras de leite humano, jurados do Tribunal do Júri e candidatos que concluíram o ensino básico em escola pública (nos termos das leis aplicáveis).

Atenção isenção O prazo de isenção é curtíssimo: apenas de 1º a 3 de junho de 2026. Quem pretende pedir isenção precisa estar com a documentação pronta logo na abertura das inscrições, porque a janela fecha em 3 dias. Indeferido o pedido, ainda dá tempo de pagar a taxa normalmente até 13 de julho.

Cronograma completo

1º a 3/06/2026
Período para solicitar isenção da taxa de inscrição
1º/06 a 10/07/2026
Inscrições preliminares pelo site da FGV
13/07/2026
Prazo final para pagamento do boleto da taxa
21/09/2026
Divulgação dos locais da prova objetiva
27/09/2026
Prova objetiva seletiva (13h às 18h), em Recife
Portões abertos às 11h30 e fechados às 12h30 (horário de Brasília)
29/09/2026
Gabarito oficial preliminar da prova objetiva
6 e 7/12/2026
Provas escritas: discursiva e sentenças (cível e criminal)
A definir
Inscrição definitiva, prova oral e avaliação de títulos
Datas em editais de convocação específicos

Fluxograma das etapas

Etapa 01, Eliminatória e classificatória
Prova objetiva seletiva
100 questões de múltipla escolha, divididas em 3 blocos. Reprova quem não atingir os mínimos por bloco e 60 acertos no total.
Etapa 02, Eliminatória e classificatória
Provas escritas
Prova discursiva (4 questões) e duas sentenças, uma cível e uma criminal. Exigem nota mínima de 6,0.
Etapa 03, Eliminatória
Inscrição definitiva
Sindicância da vida pregressa, investigação social, exame de sanidade física e mental e exame psicotécnico.
Etapa 04, Eliminatória e classificatória
Prova oral
Arguição em sessão pública sobre ponto sorteado. Exige nota mínima de 6,0.
Etapa 05, Classificatória
Avaliação de títulos
Pontuação máxima de 10 pontos. Define a posição final junto às demais notas.

Prova objetiva: blocos e nota de corte

A primeira etapa é a prova objetiva seletiva, com caráter eliminatório e classificatório. Serão 100 questões de múltipla escolha, com 5 alternativas e apenas uma correta, valendo 0,1 ponto cada (escala de 0 a 10). A prova segue o art. 32 e o Anexo IV da Resolução CNJ nº 75/2009 e é dividida em três blocos:

BlocoDisciplinasQuestões
Bloco IDireito Civil, Direito Processual Civil, Direito do Consumidor e Direito da Criança e do Adolescente40
Bloco IIDireito Penal, Direito Processual Penal, Direito Constitucional e Direito Eleitoral30
Bloco IIIDireito Empresarial, Direito Financeiro e Tributário, Direito Ambiental, Direito Administrativo, Noções Gerais de Direito e Formação Humanística e Direitos Humanos30
Total100

O Bloco I, com Direito Civil e Processual Civil no centro, é o de maior peso, com 40 questões. Em seguida vêm o Bloco II e o Bloco III, ambos com 30 questões cada. Repare que a banca não isola disciplinas tradicionais como Filosofia e Sociologia do Direito: elas entram dentro de Noções Gerais de Direito e Formação Humanística, no Bloco III.

Para ser habilitado, não basta a nota global. O edital exige mínimos por bloco somados a um mínimo geral:

  • No mínimo 12 acertos no Bloco I
  • No mínimo 9 acertos no Bloco II
  • No mínimo 9 acertos no Bloco III
  • E, cumpridos esses mínimos, ao menos 60 acertos no total das 100 questões
Atenção corte Não adianta gabaritar um bloco e zerar outro. Quem não atingir o mínimo em qualquer um dos três blocos está eliminado, mesmo que a soma geral passe de 60. A estratégia é estudar de forma equilibrada, sem abandonar disciplinas do Bloco III só porque têm menos questões.

Após a objetiva, serão convocados para a segunda etapa os 200 maiores notas (se o concurso tiver até 1.500 inscritos) ou os 300 maiores (acima de 1.500 inscritos), além dos empatados na última posição. Os candidatos das vagas reservadas (PcD, negros, indígenas e quilombolas) que alcançarem nota 6,0 são convocados em listas específicas, fora do redutor, sem prejuízo dos classificados pela ampla concorrência.

Provas escritas: discursiva e sentenças

A segunda etapa é o coração do concurso da magistratura. São três provas escritas manuscritas, aplicadas em dois dias, nas datas prováveis de 6 e 7 de dezembro de 2026:

Data e turnoProvaCaracterística
06/12, manhã (8h-12h)Prova discursiva4 questões, 2,5 pontos cada
06/12, tarde (15h-20h)Sentença cívelLavratura de sentença
07/12, tarde (13h-18h)Sentença criminalLavratura de sentença

Na prova discursiva, o candidato responde 4 questões dissertativas sobre qualquer ponto do programa, e precisa alcançar nota mínima de 6,0 para ser aprovado. Só quem passa na discursiva tem a prova prática de sentença corrigida. A prova prática consiste na elaboração de duas sentenças (uma cível e uma criminal), exigindo nota mínima de 6,0 em cada uma; a nota da etapa prática é a média aritmética das duas sentenças.

Dica do Wilsinho Nas provas escritas a FGV permite consulta à legislação seca, sem comentários, anotações, súmulas ou jurisprudência. Treine desde já a manusear o Vade Mecum com agilidade, marcando apenas o permitido (marca-texto, remissão simples a artigos). Quem chega na prova sabendo onde está cada artigo ganha minutos preciosos para redigir a fundamentação.

Inscrição definitiva e prova oral

A terceira etapa, inscrição definitiva, é puramente eliminatória. Nela ocorrem a sindicância da vida pregressa, a investigação social, o exame de sanidade física e mental e o exame psicotécnico. É também o momento de comprovar os 3 anos de atividade jurídica e de apresentar os documentos para a avaliação de títulos.

Aprovado e considerado apto, o candidato segue para a quarta etapa, a prova oral, de caráter eliminatório e classificatório. A arguição é feita em sessão pública, sobre ponto sorteado com pelo menos 24 horas de antecedência. Cada examinador dispõe de até 15 minutos e atribui nota de 0 a 10; a nota final é a média aritmética simples das notas dos examinadores. É exigida nota mínima de 6,0 para habilitação à última etapa.

Avaliação de títulos

A quinta e última etapa é a avaliação de títulos, de caráter apenas classificatório. A pontuação máxima é de 10 pontos, ainda que a soma dos títulos seja superior. Veja os principais títulos e suas pontuações:

TítuloCategoriaPontuação
Pós-graduaçãoDoutorado em Direito, Ciências Sociais ou Humanas2,0
Pós-graduaçãoMestrado em Direito, Ciências Sociais ou Humanas1,5
Pós-graduaçãoEspecialização em Direito (mín. 360h, com TCC)0,5
MagistérioMagistério superior jurídico (5+ anos, por concurso)1,5
Cargo jurídicoJudicatura, MP, Defensoria, AGU, Procuradorias (acima de 3 anos)até 2,5
AdvocaciaExercício efetivo da advocacia (acima de 8 anos)até 1,5
PublicaçõesLivro jurídico de autoria exclusiva0,75
AcadêmicoLáurea universitária no bacharelado em Direito0,5
Pontuação máxima da prova de títulos10,0

Como é classificatória, a etapa de títulos não elimina ninguém, mas pode mudar posições decisivas na reta final, especialmente quando há disputa acirrada por uma das 30 vagas.

Média final e classificação

A nota final não é uma simples soma: é uma média aritmética ponderada, com pesos diferentes para cada prova. Esse é um dos pontos mais importantes da estratégia de estudo.

Pesos da média final: prova objetiva (peso 1), prova discursiva (peso 3), prova de sentença (peso 3), prova oral (peso 2) e prova de títulos (peso 1). A média é expressa com 3 casas decimais, sem arredondamento.

Veja a mensagem por trás dos pesos: as provas escritas valem 6 pontos no total de pesos (3 + 3), enquanto a objetiva pesa apenas 1. A objetiva é a porta de entrada, mas quem realmente se classifica bem é quem domina a discursiva e a redação de sentenças. Em caso de empate, têm preferência sucessivamente o candidato com 60 anos ou mais, depois quem tiver maior nota somada nas escritas, na oral, na objetiva e nos títulos.

Dicas de preparação

1. Construa uma base sólida em Civil e Processo Civil. O Bloco I tem 40 das 100 questões da objetiva e ainda alimenta a sentença cível. É a disciplina de maior retorno por hora estudada. Priorize.

2. Não negligencie o Bloco III. Empresarial, Tributário, Ambiental, Administrativo e Formação Humanística somam 30 questões e têm mínimo próprio de 9 acertos. Muita gente é eliminada justamente por abandonar essas matérias achando que não caem.

3. Estude pela banca. A FGV tem estilo próprio, com enunciados longos, casos práticos e cobrança forte de jurisprudência dos tribunais superiores. Resolva o máximo de questões anteriores da FGV em concursos de magistratura e carreiras jurídicas.

4. Treine sentença desde já. A prova prática é o que separa o aprovado do reprovado. Pegue modelos de sentença cível e criminal, entenda a estrutura (relatório, fundamentação e dispositivo) e escreva à mão, cronometrando o tempo.

5. Domine o Vade Mecum. Como a consulta à legislação seca é permitida nas escritas, treinar a localização rápida de artigos é uma vantagem competitiva real. Conheça seu código como a palma da mão.

6. Leia jurisprudência de forma organizada. Informativos do STF e do STJ são fonte recorrente. Mantenha um caderno de teses e súmulas atualizado, com revisão periódica.

7. Cuide da etapa oral e da vida pregressa. A prova oral exige verbalização clara do raciocínio jurídico. E a sindicância de vida pregressa é eliminatória: mantenha sua situação documental e fiscal regular muito antes da convocação.

Dica do Wilsinho Concurso de magistratura é maratona, não corrida de 100 metros. A média final premia quem é constante nas escritas e na oral, não quem só decora para a objetiva. Monte um cronograma realista, com revisão espaçada e resolução diária de questões, e proteja seu emocional para as fases longas de dezembro em diante.

Perguntas frequentes

Quantas vagas oferece o concurso TJPE 2026 para Juiz?

São 30 vagas imediatas mais cadastro de reserva: 18 de ampla concorrência, 2 para pessoas com deficiência, 8 para negros (pretos e pardos), 1 para indígenas e 1 para quilombolas.

Qual é o salário inicial do Juiz Substituto do TJPE?

O subsídio inicial é de R$ 35.877,28, na data de publicação do edital, além das verbas e auxílios próprios da magistratura.

Quem é a banca do concurso?

A organização é da Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pelas provas e por todo o processo seletivo.

Preciso ter os 3 anos de atividade jurídica para me inscrever?

Não para a inscrição preliminar. A comprovação dos 3 anos de atividade jurídica é exigida na inscrição definitiva (terceira etapa), até o término do prazo dessa fase.

Quando será a prova objetiva e onde?

A prova objetiva está prevista para 27 de setembro de 2026, das 13h às 18h, preferencialmente na cidade de Recife (PE).

Quantas etapas tem o concurso?

São cinco etapas: prova objetiva, provas escritas (discursiva e sentenças), inscrição definitiva (com sindicância e exames), prova oral e avaliação de títulos.

Qual prova tem maior peso na nota final?

As provas escritas. A discursiva e a prova de sentença têm peso 3 cada, contra peso 1 da objetiva, peso 2 da oral e peso 1 dos títulos.

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